1000 canais de TV HD e 50 UHD via satélite até 2022

Grandes eventos esportivos e aumento da renda per capita da região são os principais fatores para esse crescimento
novo satelite

RIO – A América Latina contará em 2022 com cerca de 1000 canais em HD e 50 em Ultra HD (4K), estima a operadora de satélites SES, sediada em Luxemburgo.
Até 2018, o mercado de TV paga tradicional deve chegar à penetração de 53% na região (atualmente é de 40%), enquanto o DTH (digital-to-home) passará de 50% para 55%. Os dados, parte de uma análise de mercado da SES apresentada em evento no Brasil, reforçam o papel dos satélites na expansão da transmissão de vídeos para os países latino-americanos.

“Atualmente, a região conta com 315 canais em alta definição. E a expectativa é que o crescimento seja de 13% ao ano entre 2016 e 2022”, relata Rubens Vituli, diretor de vendas para a América Latina na SES.

“O crescimento do mercado de TV paga na América Latina ocorre principalmente pelo aumento da demanda dos jovens por acesso a conteúdo premium e pelo crescimento da renda per capita da região”.

De acordo com o executivo, outro fator para o aumento da capacidade e do número de canais é a chegada dos grandes eventos esportivos na região, como foi com a Copa do Mundo e será nos Jogos Olímpicos. Tais eventos aumentam a demanda que, apesar de temporária, fortalece a importância do satélite e, em muitos casos, justifica o investimento dos clientes em novos equipamentos que incentivam a contratação de novos serviços futuramente.

“Os satélites são a forma mais confiável de se alcançar audiência em nível nacional, regional e até mesmo mundial. E a nova demanda de conteúdo e qualidade aquece o mercado, pois a distribuição via satélite é mais econômica e segura para entregar o mesmo conteúdo em grande escala”, relata Vitulli.

Para contribuir na expansão da capacidade na América Latina, a SES tem previsto, para o segundo semestre de 2016 o lançamento do satélite SES-10 na posição orbital 67º Oeste, que substituirá os equipamentos AMC-3 e AMC-4. Há, também, o SES-14, a ser lançado em 2017, que ocupará a posição brasileira 47,5/48º Oeste. Além disso, a empresa trabalha em parceria com os maiores fabricantes de equipamentos para desenvolver tecnologias que, além de melhorar a qualidade dos conteúdos digitais, viabiliza economicamente os projetos dos clientes.

Atualmente, a SES conta com onze satélites na América Latina. Entre eles estão o NSS-806; SES-4 e SES-6 na América do Sul, e o AMC-3 e AMC-4 para o México, América Central e Caribe.

Inicia as vendas das primeiras TVs com Android no Brasil

Nesta semana a Sony ira comercializar as primeiras Smart TVs no Brasil com Android. Lançada no último dia 11, a linha conta com modelos com 49 polegadas, vendidas a R$ 5 mil; 65 polegadas, por R$ 12 mil; e 75 polegadas, por R$ 17.500. Todos os aparelhos oferecem resolução 4K e contam o novo processador X1 da Sony, capaz de forçar vídeos em Full HD para a resolução Ultra HD, com a promessa de preservar nitidez, cores e contraste.

tv com android

Com 120 aplicativos já disponibilizados para consumidores brasileiros incluindo nosso ver tv online versao vip e gratis, facilitando vida de milhares de usuarios ,o Android TV é um sistema que pretende superar o Google TV, que fracassou no passado, e uma de suas apostas é em conteúdo local. Com isso, o Google trabalha para disponibilizar mais aplicativos e serviços para o país, além de já oferecer resultados de buscas contextualizadas usando a voz.

Plantações no fundo do mar ?

Parece brincadeira mais em Noli, no norte da Itália, pode ser uma opção para a produção agrícola em zonas áridas costeiras pelo mundo.Os pés de manjericão são plantados em “estufas” submersas –balões transparentes, cheios de ar, que são afundados e ancorados no fundo do oceano, a oito metros de profundidade.”As grandes massas de água mantêm a temperatura quase constante ao longo do tempo”, disse à Folha por e-mail Luca Gamberini, gerente de marketing da Ocean Reef Group, empresa que faz as estruturas, que chama de “Jardim do Nemo”.Nos balões submersos, as plantas encontram as condições necessárias para crescer: além da temperatura constante, luz e, claro, água.
oceano
As estufas são grandes, uma pessoa consegue ficar de pé dentro delas –a água bate na sua cintura. As plantas são dispostas acima do nível da água. Assim, quando há evaporação, o vapor sobre até o topo da estrutura, onde condensa. As gotinhas de água formadas irrigam as plantas.Cultivar manjericão embaixo d’água tem uma grande vantagem extra: isso protege as plantas de insetos e parasitas que ameaçam as plantações em terra firme.As biosferas até atraem vida selvagem, como polvos que se abrigam sobre a estrutura, mas por enquanto nenhum bicho representou uma ameaça aos manjericões.ESCALAAinda em fase de desenvolvimento, a plantação ainda não é feita em larga escala.”Acredito que estamos perto disso, mas os custos podem ser um impedimento”, disse Gamberini, que não deu mais informações sobre o preço de fazer cada estufa.O Jardim do Nemo existe há três anos. Segundo Luca, os criadores da estrutura têm passado por um “processo de aprendizagem”. Eles perderam as plantações quatro vezes antes de conseguir deixar tudo funcionando direitinho. A sorte, diz Luca, é que os vegetais crescem rápido, então eles puderam seguir testando sem perder muito tempo.No momento, o manjericão produzido ainda não é vendido –a mãe de Luca usa os vegetais para fazer molho pesto, inclusive para nutrir os convidados de festas que a família promove.Além de manjericão, eles já experimentaram plantar alface no ano passado. Esse ano, eles plantaram manjericão verde e vermelho, peras, feijões, morangos e até cultivaram cogumelos.”Na teoria, qualquer vegetal pode ser plantado dessa forma embaixo da água. É claro que não somo biólogos, e temos parcerias com centros de pesquisa para nos ensinar o que não sabemos”, afirma Gamberini.Idealmente, eles acreditam que regiões onde os recursos são escassos, onde a água doce não seja fácil de encontrar –ou então seja cara demais– e onde as colunas de água tenham uma temperatura amena são as ideais para a proliferação de Jardins do Nemo.”Áreas perto da linha do Equador seriam as melhores. Alguns lugares podem ser mais desafiadores do que outros, mas estamos falando de zonas do mundo que estão vendo migrações de pessoas para as zonas costeiras e têm maior necessidade na busca de soluções alternativas para a produção de comida”, diz Gamberini.