O mercado de mobile está mais parecido com o de consoles e PC

Antes um refúgio para os desenvolvedores que queriam distância do competitivo e duro mercado de consoles e PC, as plataformas mobile estão começando a apresentar os mesmos sintomas: enormes investimentos e dependências de franquias e, principalmente, de marketing.

Mas isso se dá por culpa nossa (os consumidores) ou dos próprios desenvolvedores? Será que nós paramos de consumir títulos que não são do mercado AAA? Ou os grandes produtores que estão assustados demais para criar algo novo e com isso passaram a aumentar o orçamento de jogos já existentes, investindo pesado em marketing e em franquias de sucesso; fato esse que tornou impossível de os pequenos conseguirem acompanhá-los?

As razões podem ser uma mistura das duas coisas. Empresas como a King e a Supercell estão gastando em torno de meio bilhão de dólares anualmente (cada) apenas em marketing para colocar seus jogos em evidência e, sem querer querendo (ou não), acabam criando uma barreira para que novos desenvolvedores entrem no mercado, pois mesmo que tenham um bom produto em mãos, não podem competir no quesito propaganda. Porém, existem outros motivos:
Tecnologia de ponta exige um game de ponta
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O rápido avanço da tecnologia mobile tem elevado muito os custos de desenvolvimento de games. Fazer jogos para uma plataforma que dura cinco ou seis anos (como os consoles), por mais difícil e caro que seja, é um pouco mais seguro; afinal, são plataformas que serão do mesmo jeito nesse meio tempo.

No caso dos celulares e tablets, a cada ano sai um mais potente que o anterior, às vezes nem chega a esse tempo. Isso acaba tornando os jogos obsoletos muito mais rapidamente e, caso não tenham um marketing sensacional ou uma tecnologia impecável por trás deles, descartáveis.

Sendo assim, basta as produtoras líderes investirem ainda mais grana na mesma coisa e manter o domínio, e é exatamente isso que está acontecendo no mercado mobile.
Dinheiro para fazer é fácil, mas para manter…
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Não se mexe em time que está ganhando?
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Focar recursos nos seus jogos já consolidados, arriscando ser ultrapassado por algo novo que surgir, ou redirecionar seus esforços em um título inédito relançando a sorte em terrenos desconhecidos? É nesse dilema que o mercado de games de console e PC se encontra.

Por mais que, graficamente, os jogos tenham evoluído muito, a jogabilidade não busca inovações, talvez por medo de estragar uma franquia ou por pavor de pisar em novos territórios e fracassar. Pode não estar evidente ainda, mas com o tempo veremos que isso vai ficar cada vez mais óbvio no mundo mobile também.
Estar à frente de um grande projeto é sempre melhor
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Apesar de parecer um tanto sacana, na visão do mercado de games, fazer parte de um staff de uma produtora que falhou no desenvolvimento de um game de renome é melhor do que estar no de uma que tem um produto novo, pois a indústria mobile (assim como a de video games) tende a respeitar mais a experiência na gestão de grandes projetos, não importa o quanto sucesso a companhia alcançou no final.

Porém, nem tudo é ruim. Afinal, ainda há desafios, uma vez que daqui a algum tempo (impossível especificar quanto) poderemos presenciar o florescimento do talento indie também nos celulares e tablets. Talvez a corrida do ouro tenha chegado ao fim, e os desenvolvedores pequenos já não ganharão, do nada, o suficiente para comprar mansões em Hollywood ou Ferraris, mas poderão sim realizar seus sonhos de viver da criação de jogos.

Ferramentas de TI que serão destaque em 2015

Tecnologia. Informação. Mundo conectado. A evolução não pára e o ano de 2015 apresenta boas perspectivas para a frenética indústria de TI. Dentre as tantas novidades que estão por vir, assistiremos, por exemplo, a uma corrida de desenvolvedores (e seus aplicativos), a ampliação da oferta de soluções e a abrangência da Internet das Coisas. Dentro desse dinamismo, destaco algumas tecnologias que julgo serem promissoras para o ano, colaborando ainda mais com a transformação do mercado.

A primeira delas é o Arduino, placa de prototipagem rápida para iniciantes em eletrônica. Presente no mercado há cerca de dez anos, ela permite o desenvolvimento de projetos que vão desde a programação do acender de uma lâmpada até a complexidade de uma casa inteligente (Internet das Coisas). Ainda, integrada à internet, funciona com arquivos de som e imagem. Sua utilização tem crescido bastante e ganhado evidência no que diz respeito à eletrônica caseira devido à simplicidade e à facilidade que oferece para o desenvolvedor.

Ainda, ganharão espaço no mercado tecnologias que promovam a flexibilidade. O Windows Azure, por exemplo, é uma plataforma de desenvolvimento na nuvem que permite hospedar banco de dados e máquinas virtuais fazendo com que toda a infraestrutura esteja fora da empresa. Os grandes benefícios que a tecnologia oferece são a disponibilidade e a escalabilidade – utilização da solução conforme demanda – e, ainda, sem a responsabilidade pela estrutura, gerenciamento do tamanho ou segurança dos dados.

As ferramentas de Big Data, como o IBM Cognos, também terão destaque no ano vindouro. De acordo com a International Data Corporation (IDC)¹, Big Data e Analytics responderão por um mercado de 125 bilhões de dólares, em 2015. Tais soluções agrupam um volume gigantesco de dados – geralmente proveniente da internet ou interação humana em redes sociais – e permitem o cruzamento inteligente dessas informações de forma a gerarem valor ao cliente. Desta forma, permitem sua utilização alinhada aos objetivos estratégicos da empresa.

O crescimento do uso de dispositivos e aplicações móveis seguirá demandando plataformas de desenvolvimento que comportem os principais sistemas operacionais do mercado (IOS, Windows e Android). Para este fim, existem diversas ferramentas que auxiliam a criação de “multiplataformas”, como o Xamarin, que otimiza o tempo de desenvolvimento das aplicações, tornando-as, ainda, compatíveis com diferentes dispositivos. Outra ferramenta disponível é a nova versão do Visual Studio, da Microsoft, que utiliza a plataforma Apache Cordova para essa mesma finalidade.

?Além das soluções abordadas, no próximo ano muito será falado sobre a novidade que vem para ficar: tecnologias que proporcionam interação homem-máquina por meio de realidade aumentada e óculos de realidade virtual (3D). Elas podem ser integradas com Internet das Coisas e o ganho em experiência do usuário é riquíssimo, podendo ser aplicado em: medicina, simulações de voo e laboratórios de pesquisa & desenvolvimento, por exemplo. A partir da evolução dessa tendência e tecnologia, presenciaremos o surgimento de ferramentas inovadoras.

Isso é apenas uma pequena parte de tudo o que está por vir. Para o próximo ano, podemos esperar grandes avanços nos mais diferentes setores, que certamente serão apoiados pela tecnologia e as inúmeras possibilidades que ela permite. Aos profissionais da área, bom trabalho!

Polícia queima 3,3 toneladas de maconha e deixa cidade chapada

Há tempos a polícia tenta dar fim ao avanço do tráfico de drogas, conduzindo investigações, realizando operações especiais e quebrando esquemas ou centros de distribuição. Portanto, é normal que grandes apreensões sejam feitas e que, consequentemente, os produtos precisem ser destruídos. Geralmente se escolhe pela incineração dos entorpecentes, mas as autoridades da Indonésia descobriram que esse método pode não ser o mais indicado para lidar com maconha – sob o risco de deixar toda uma vizinhança sob o efeito da erva.

O caso ocorreu no último dia 11 na Jacarta Ocidental, uma das principais cidades do país asiático, quando a polícia local resolveu queimar cerca de 3,3 toneladas de marijuana em uma área aberta próxima da delegacia. Assim que a droga começou a queimar, uma densa coluna de fumaça sumiu e cobriu boa parte da região, fazendo com que os civis ao redor ficassem intoxicados. Os próprios cidadãos entraram em contato com as autoridades para relatar dores de cabeça e tonturas.

Não é como se os agentes responsáveis pela destruição do material ilícito não tivessem noção de que a fumaça de maconha poderia deixar os habitantes “chapados”, uma vez que eles mesmos usaram máscaras para realizar o procedimento. Ao que parece, eles simplesmente se esqueceram de avisar as pessoas sobre a queima da maconha, permitindo que, naquele dia, qualquer um recebesse sua dose gratuita – e forçada – de cannabis.

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Conta-se que a polícia também estava em posse de 1,8 quilo de metanfetamina e pouco mais de 2,5 mil cápsulas de ecstasy, mas todo esse material foi agrupado e triturado, evitando que a população da área sofresse com efeitos adicionais dos entorpecentes. Vale lembrar que, recentemente, nos Estados Unidos, as autoridades fizeram uma queima bem mais inocente de produtos ilegais, explodindo dez toneladas de fogos de artifício – dando um pequeno show no processo. Já imaginou como seria se essas duas operações fossem feitas ao mesmo tempo?